André Gilberto Boelter Ribeiro


Textos, Artigos Públicados, Reportagens citadas, Fotos, entre outros assuntos.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

CONSIDERAÇÕES SOBRE O ECA


O ECA É uma lei que dispõem sobre a proteção integral À criança e ao adolescente (Lei 8.069 de 13 de julho de 1990).

É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes a vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. (Art. 4º).
O Art. 53 estabelece que “a criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, o direito de ser respeitado por seus educadores, o direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores, o direito de organização e participação em entidades estudantis, o acesso a escola pública e gratuita próxima de sua residência, e no parágrafo único estabelece que é direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais.
Assim, esse artigo diz que a educação seja de qualidade, que resulte em benefícios a curto, médio e longo prazo ao indivíduo, dando oportunidade de acesso e direito a buscar esse acesso caso seja negado.
O ECA reserva o direito a profissionalização e à proteção no trabalho nos seus artigos 60 à 69. Com isso, não proíbe as tarefas domésticas eventuais e simples. Desde que essa não tenha cunho de obrigatoriedade e forçosamente, ou seja, na condição de aprendiz ( Art. 60 - é proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz).
O trabalho infantil é regulamentado em lei especial, tendo como princípios os fundamentos enunciados em leis maiores (Art. 61).
O artigo 62 conceitua aprendizagem como sendo a formação técnico-profissional ministrada segundo as diretrizes e bases da legislação de educação em vigor. E o artigo posterior declara alguns princípios da aprendizagem técnico-profissional, que são: a garantia de acesso e freqüência obrigatória ao ensino regular, a atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente e o horário especial para o exercício das atividades. Sendo remunerado através de bolsa de aprendizagem quando menor de 14 anos, e aos maiores de 14 anos são assegurados os direitos trabalhistas e previdenciários.
O art. 67 trás em seu corpo algumas proibições ao trabalho de adolescentes, que estão relacionadas ao trabalho noturno, periculosidade, insalubridade e horários que não permitam a freqüência a escola.
Devido a postulação de que todos devem zelar pelos direitos da criança e do adolescente. É visto que todos podem denunciar qualquer abuso, sendo que lhe é garantido o direito de sigilo.
As medidas sócio-educativas são aquelas penalidades aplicadas aos menores infratores. Elas se resumem em advertência, obrigação de reparar o dano, pressão de serviços à comunidade, liberdade assistida; inserção em regime de semi-liberdade, e internação em estabelecimento educacional.
São atribuições do Conselho Tutelar atender as crianças e adolescentes nas hipóteses previstas em lei, atender e aconselhar os pais ou responsável, aplicando as medidas previstas em lei, promover a execução de suas decisões, podendo para tanto requisitar serviços públicos nas áreas de saúde, educação, serviço social, previdência, trabalho e segurança; representar junto à autoridade judiciária nos casos de descumprimento injustificado de suas deliberações, encaminhar ao Ministério Público notícia de fato que constitua infração administrativa ou penal contra os direitos da criança ou adolescente; encaminhar à autoridade judiciária os casos de sua competência, providenciar a medida estabelecida pela autoridade judiciária, para o adolescente autor de ato infracional, expedir notificações, requisitar certidões de nascimento e de óbito de criança ou adolescente quando necessário, assessorar o Poder Executivo local na elaboração da proposta orçamentária para planos e programas de atendimento dos direitos da criança e do adolescente, representar, em nome da pessoa e da família, contra a violação dos direitos previstos no art. 220, § 39, inciso II da Constituição Federal, representar ao Ministério Público, para efeito das ações de perda ou suspensão do pátrio poder.
O art 149 estabelece que compete à autoridade judiciária disciplinar, através de portaria, ou autorizar, mediante alvará a entrada e permanência de criança ou adolescente, desacompanhado dos pais ou responsável, em casa que explore comercialmente diversões eletrônicas. Aplica-se ao boliche por analogia, já que a maioria dos boliches são informatizados e se comparam a jogos eletrônicos.
O art. 245 trata da obrigatoriedade de denúncia de maus-tratos envolvendo criança ou adolescente. Estando a escola obrigada a denunciar quem quer que seja, sob pena de multa. Quanto ao professor tocar no aluno, depende de cada caso. Com a violência dos dias atuais, pode o professor agir em legítima defesa.
Conselho Tutelar /2008

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

ESTILOS DE LIDERANÇA



1 INTRODUÇÃO

A liderança está presente não somente em grupos grandes e com disponibilidade financeira grande. Pelo contrário, ela está presente onde estiver grupo. Baseada em valores como construir, educar, apoiar, fortalecer e liberdade, a liderança precisa ser exercida para que os objetivos do trabalho grupal sejam eficazmente alcançados.

Não existe um parâmetro de defina a qualidade ou quantidade de liderança a ser exercida. Cabe a cada um dominar suas próprias técnicas e sair a campo para trabalhar com as ferramentas e o conhecimento que tem. Quais são os aspectos que envolvem a liderança? Quais são os estilos de liderança? Como pode-se definir a liderança situacional?


2 ASPECTOS DA LIDERANÇA

A liderança compreende alguns aspectos que podem ser delimitados pelo estudo de seus componentes. São eles: o líder, os liderados, a tarefa e a conjuntura. O líder deve ter uma postura que contribua para a evolução dos profissionais que os cercam. Souto (2008, p. 63) esclarece que na função de líder, “os resultados desses profissionais sofrem interferências de suas características individuais, seu estilo de liderança e sua motivações”.

Para Campos (2007, p. 01) afirma que os verdadeiros líderes tomam as seguintes atitudes:

- Usam muito mais a capacidade de influência do que o poder de comando.
- Sabem ouvir cada integrante da equipe e fazer uso das informações que recebem.
- Não micro-gerenciam a execução das tarefas, nem criam dependências desnecessárias (no estilo “quero carimbar todos os documentos que você for enviar”).
- Confiam na equipe e procuram fazer com que a equipe confie nele.
- Valorizam opiniões e perspectivas de outros.
-Comunicam claramente à equipe e ao público interno quais os objetivos e metas

Os liderados são aqueles que contribuem para com o líder. Só é possível falar em liderança, pela existência deste grupo de pessoas. O líder não pode desconsiderar as motivações, o interesse e as capacidades de seus liderados. Souto (2008, p. 63) aponta que a competência é inversamente proporcional à liderança. Quanto maior a competência há no grupo, menos a necessidade de liderança.

Em toda e qualquer empresa que realizem projetos é evidente que existam objetivos, que é o que faz com que haja unidade de um grupo em torno de um mesmo objetivo ou uma missão. “ A missão moral enfatiza um desafio a ser vencido e apela para os sentimentos (...) dos liderados. A missão calculista, por outro lado, envolve uma recompensa material ou psicológica em troca de seu comprometimento” (SOUTO, 2008, p. 64).

O resultado da liderança também depende do contexto em que o exercício se realiza. Podem fazer parte deste contexto os aspectos sociais, culturais, econômicos e histórico-organizacionais.


3 ESTILOS DE LIDERANÇA E LIDERANÇA SITUACIONAL

Tem-se como autocracia a liderança em que o líder toma suas decisões sem nenhum tipo de participação de outros. Para Souto (2008, p. 65) “o líder autocrático é também conhecido com o Liderança Orientada para a Tarefa, ou seja, o líder preocupa-se com a tarefa em si, deixando o grupo em segundo lugar. Destaca-se o cumprimento de metas, de padrões de qualidade e prazo.”

Na liderança democrática ocorre o oposto da autocrática. “os líderes que fundamentam suas práticas neste estilo debatem e compartilham sua autoridade com o grupo. Eles estimulam a participação e todos são chamados a contribuir, a expressar suas opiniões” (SOUTO, 2008, p. 65).

Na liderança bidimensional há um conglomerado das idéias das lideranças autocráticas e democráticas. Os resultados devem satisfazer a equipe (liderança orientada para pessoas) e também o desempenho de tarefas (liderança orientada para tarefas).
Na liderança carismática há o encorajamento e a inspiração dos liderados, a lealdade e a devoção, apelando às emoções, levando as pessoas renunciarem de suas metas por objetivos comuns.

Na liderança transacional o líder propõe recompensas materiais para a concretização de objetivos (SOUTO, 2008, p. 67).

Na liderança situacional a prática deve adaptar-se a situação. Existem modelos de liderança situacional, dentre esses está o de Paul Hersey e kenneth Blanchard que em nível de competência e motivação influenciam no uso da autoridade.

Tem-se então 4 formas de liderança situacional. A primeira é o comando, que atinge pessoas com baixo nível de maturidade (o líder dá ordens). Na segunda forma é para aqueles que querem assumir responsabilidade, mas tem pouco conhecimento e experiência (o líder direciona e motiva!). Na terceira forma falta motivação e tem-se competência (o líder direciona e motiva!). E na quarta forma há competência e motivação (o líder delega!). No estilo 1 fala-se em comando, no 2 em venda, no 3 em participação e no 4 em delegação.


5 CONCLUSÃO

A liderança permite que este assunto seja classificado de várias formas. As lideranças em geral demonstram hibridismo em suas formas. As formas de lideranças podem ser carismática, transacional, democrática, e autocrática. E permitem visualizar melhor como ocorrem as transformações no universo administrativo.

Definir aspectos de liderança permite conhecer como ela se constitui tarefa importante quando se estuda processos administrativos. Permite-se conhecer então o contexto em que ela se apresenta e as atitudes tomadas pelos líderes em geral, dentre os quais a que pode ser mais importante é a influência, visto que deve haver uma perfeita harmonia entre o líder e seus liderados.

O entrosamento entre o líder e os demais componentes do processo administrativo favorece ao cumprimento de metas estabelecidas no planejamento. É obrigação do líder se relacionar bem com os liderados agindo em unidade.

As tarefas devem ser executadas em equipe relevando as competências individuais. As habilidades variam devido ao contexto a que cada uma é submetida e se desenvolve. Os estilos estudados demonstram uma evolução nas formas administrativas. Pois denunciam o histórico da administração de empresas que no início eram administrados de forma autocrática amenizando a rigorosidade das ordens aos poucos.

A forma situacional nota-se certo ponto positivo quando olha-se para os aspectos imediatos, porém é um modo que tende a ser enfraquecido com o tempo se o líder não for dinâmico e capaz de revolucionar a sua equipe.


6 REFERÊNCIAS

CAMPOS, Augusto. Liderança: saber os conceitos não é o suficiente. (2007). Disponível em: http://www.efetividade.net/2007/09/18/lideranca-saber-os-conceitos-nao-e-o-suficiente/#more-292. Acesso em: 05/05/2008.

SOUTO, Jean Martins de. Técnicas de Gestão. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI). Indaial: Ed. Asselvi, 2008.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

ENDIVIDAMENTO PÚBLICO


1 INTRODUÇÃO

O Estado Brasileiro tem um território enorme o que exige de seus administradores capacidade extraordinária para conduzi-lo de forma eficiente. A diversidade cultural, religiosa e social impõem que sejam atendidas ao mesmo tempo inúmeras pessoas, que sejam restados diversos serviços, e que sejam atendidos inúmeros interesses.

Se o Brasil já enfrentas esses desgastes, o clima se agrava quando olha-se pelo viés Estadual e suas divisões em municípios. Levantar um dado exato da dívida pública é quase impossível, o que se pode fazer é apenas uma estimativa. Se o histórico colonial leva a crer que o Brasil é um caso perdido, os últimos progressos concorrem para uma prova contrária de que apesar das constantes crises pó Brasil está em um patamar instável.

Todavia, as ações governamentais e a dinâmica social não param. Exigindo que a cada dia novos gastos sejam feitos. Para se evitar que a situação se agrave é que são criados sistemas e legislações preventivas e repressoras de atividades imorais. Nesse paper, verificar-se-á a contextualização do endividamento público no momento atual, bem como será explanada de forma sucinta a Lei de Responsabilidade Fiscal.

2 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ENDIVIDAMENTO


Segundo dados de diversos indicadores o endividamento público brasileiro aumentou muito de 1994 e 2003. Contudo atualmente vem se reduzindo mesmo que de forma bastante lenta. É provável que a divida liquida do setor público e o PIB se encontrem em torno de 51%.

O endividamento dos Estados pode ser determinado por diferentes indicadores, os mais utilizados são os definidos pela própria LRF, os quais são relacionados no Demonstrativo da Dívida Consolidada e Mobiliária, fazendo parte do Relatório de Gestão Fiscal, exigido pela LRF em seu Art. 55, dos quais identificou-se dois indicadores: o primeiro é a relação entre a Dívida Consolidada Líquida (DCL) e a Receita Corrente Líquida (RCL), que indica o quanto da RCL está comprometida com o montante das dívidas líquidas e o segundo é a relação entre os Encargos da Dívida Consolidada (EDC) e a Receita Corrente Líquida (RCL), indica a parcela da RCL comprometida com a amortização da dívida consolidada. (MELLO, 2005, p. 45).

Por Dívida Consolidada Líquida (DCL), segundo a Resolução 43, 2001, entenda-se como a dívida consolidada, deduzidas as disponibilidades de caixa, as aplicações financeiras e os demais haveres financeiros. Da mesma forma, entenda-se como Encargos da Dívida Consolidada (EDC) são os valores comprometidos com as amortizações, juros e demais encargos da dívida consolidada, inclusive relativa a valores a desembolsar de operações de crédito já contratadas e a contratar, e por Receitas Correntes (RC) é a soma de todas as receitas tributárias, de contribuições, patrimoniais, agropecuárias, industriais, de serviços, as transferências correntes e outras receitas correntes.

O Brasil encontra-se nos primeiros lugares da lista dos países que são maus administrados. Isso não é somente um problema das administrações atuais, bem pelo contrário se arrasta desde muitos anos, e o problema se agrava ainda mais quando se observa as dívidas dos Estados. Lopreato apud Mello (2005, p. 42) afirma que o endividamento dos Estados Brasileiros tem muitas explicações:

Como sendo decorrente da liberdade dos governadores usarem a articulação financeira entre o tesouro, os bancos estaduais e as empresas na alavancagem de recursos, onde os bancos estaduais concentraram elevada parcela dos empréstimos nos próprios Estados, compensando a redução do crédito dos agentes federais, além de comprometerem parte de seus ativos no carregamento dos títulos da dívida mobiliária, sobretudo nos principais Estados responsáveis pela expansão das dívidas mobiliárias como fonte de captação de recursos.

Outro fator de endividamento é o não desenvolvimento de condições sustentáveis para o total das dívidas estaduais e as latas taxas de juros de dividas não negociadas. Contudo, essa renegociação parcial da dívida e as medidas de controle do acesso a novos financiamentos não ajudaram muito a estancar o endividamento.
Pode-se afirmar que o aumento da dívida também se deve ao a dependência de recursos transferidos pelo governo federal, a estrutura de gastos desses governos e a importância econômica do Estado (MELLO, 2005, p. 43).

O endividamento público se constitui em enorme problema para a população que sofre restrições nos serviços e para os administradores futuros que recebem o quinhão da dívida para pagar ficando com as mãos amarradas. É por isso que, em 2000 foi editada uma lei complementar que restringe os gastos públicos e possível endividamento.


03 RESULTADOS DA LEI COMPLEMENTAR N.º 101/2000

A Lei Complementar nº 101 de 4 de maio de 2000 é comumente chamada de Lei de Responsabilidade Fiscal e estabelece normas de finanças públicas voltadas a responsabilidade na gestão fiscal, cujo um dos objetivos, dentre os inúmeros nela definidos, é controlar o avanço do endividamento com a fixação de regras e limites. A LRF é muito importante porque ela fixa limites a determinadas despesas, exigindo que se criem metas para controle da dívida pública, considerando os princípios da transparência e do equilíbrio nas contas públicas.

Com a implantação da Lei Complementar 101/2000 evidenciou-se uma leve mudança na condução dos gastos públicos, visto que segundo o que aponta Mello (2005, p. 46) “tanto a relação do comprometimento de RCL no montante de dívidas líquidas quanto os prazos de amortização da dívida não sofreram alteração. O que alterou foi os valores de amortização da dívida, os quais aumentaram após a implantação da lei”.

Existe uma visão negativista da eficácia da LC 101/2000 na redução da dívida pública pois ela não conseguiu fazer com que ocorre-se a redução do endividamento e cumprimento dos limites de endividamento.


4 CONCLUSÃO

Diante do exposto, verificou-se que a crise da dívida pública se condiciona as ações econômicas externas e internas. Atingindo não só os entes públicos, mas a sociedade civil que depende dos serviços públicos essenciais.
A dívida pública brasileira é elevada e necessita de tratamento urgente por parte daqueles que detém o poder decisório. É preciso criar condições de auto-sustentabilidade para que o nível da dívida diminua e proporcione melhores condições de vida administrativa.

Muitas são as ações encontradas para que isso ocorra e uma dela é a criação de leis direcionadas ao controle fiscal. Foi promulgada a Lei Complementar 101 de 04 de maio 2000 que objetiva um maior controle dos gastos fiscais. Contudo, após alguns anos passado de sua eficácia pouco se verificou de resultados, senão apenas um controle maior para burlar a legalidade.

5 REFERÊNCIAS

BRASIL, Senado Federal. Lei Complementar 101. 04 de maio de 2000.

MELLO, Gilmar R. • SLOMSKI, V. • CORRAR, Luiz J. Estudo dos Reflexos da Lei de Responsabilidade Fiscal no Endividamento dos Estados Brasileiros. UnB Contábil – Jan/ Jun – 2005. p.p. 41-60.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O USO DA ESTATÍSTICA NAS EMPRESAS BRASILEIRAS



1. INTRODUÇÃO

A sociedade muda constantemente, não sendo possível determinar o momento exato de quando essa mudança ocorre. A inserção de determinados instrumentos na vida cotidiana das pessoas reflete diretamente na maneira como elas se comportam socialmente, tendo em vista que é no âmago social que se constituem as preferências e as limitações de consumidor.

Não nos comunicamos apenas pela escrita; o conjunto de fatos sociais diz muito sobre a forma de pensar das pessoas, assim como as tradições e a cultura de um povo esclarecem muitos aspectos da sua forma de ver o mundo e de aproximar-se dele.

Então, a constatação de que os fatos sempre ocorrem dentro de um contexto determinado nos induzem a concluir que os consumidores ao preferirem algum produto tem um motivo e esses motivos podem ser desvendados com o uso de técnicas apropriadas. E é aí que a estatística consegue executar uma de suas finalidades em construir dados que possibilitem visualizar a realidade social.

2. CONCEITO DE ESTATÍSTICA

O que modernamente se conhece como estatística, “é um conjunto de técnicas e métodos de pesquisa que entre outros tópicos envolve o planejamento do experimento a ser realizado, a coleta qualificada dos dados, a inferência, o processamento, a análise e a disseminação das informações”. (ENCE, 2008, s/p).

A Estatística é um segmento da matemática aplicada surgida nas questões de estado e governo. Daí o nome Estatística ser originário do termo latino status. Situações ocasionais como número de habitantes, quantidade de óbitos e nascimentos, quantidades produzidas e quantitativos das riquezas formaram os primórdios dos problemas que deram início ao pensamento estatístico. (JUNIOR, 2001, p. 36).

A necessidade de expressar o grau de incerteza na ocorrência dos experimentos e de explicar o fato de duas experiências iguais poderem ter resultados diferentes leva ao reconhecimento da racionalidade probabilística em eventos da natureza.

Carvalho apud Souza (2001, p. 03) leciona que numa sociedade onde a informação faz cada vez mais parte do dia-a-dia da maioria das crianças, onde grandes quantidades de dados fazem parte da realidade quotidiana das sociedades ocidentais, importa que as crianças, desde logo, consigam coligir, organizar, descrever dados de forma a saberem interpretá-las e, com base nelas, tomarem decisões.

Com o desenvolvimento da própria estatística foi possível obter dados e analisá-los de forma mais eficaz, permitindo assim, o controle e o estudo adequando de fenômenos, fatos, eventos e ocorrências em diversas áreas do conhecimento. A estatística objetiva fornecer métodos e técnicas para lidarmos, racionalmente, com situações sujeitas a incertezas.


3 ESTATÍSTICA E A EMPRESA BRASILEIRA

Tendo em vista que na sociedade moderna instauraram-se novas exigências de leitura dos códigos e linguagens nos meios de comunicação e no cotidiano das organizações. Atualmente, quase todos os meios de comunicação, como jornais, revistas, rádio, televisão e Internet lançam mão de modelos estatísticos como gráficos, diagramas, pictogramas, tabelas e pesquisas para integrar e enriquecer seus conjuntos de informações a serem divulgadas para a população. E nesse time ainda está o sistema empresarial que se utiliza da estatística para gerirem seus atos comerciais.

A utilização da Estatística deve ser estudada por todo e qualquer profissional que queira ter lugar no mercado de trabalho para que tenha em suas características profissionais a capacidade de lidar com suas realidades. Assim ele ao construir estatisticamente passe por procurar fundamentar suas praticas com base numa seleção de indicadores mais ou menos sortidos de acordo com as conveniências do momento, alicerçando os objetivos de seus projetos de forma contextual.

Os bancos universitários devem inserir em seus conteúdos instrumentos estatísticos que venham a preparar os futuros profissionais para o mercado de trabalho, visto a importância do desenvolvimento do pensamento estatístico frente às necessidades de todas as áreas do conhecimento.

Atualmente os dados estatísticos são obtidos, classificados e armazenados em meio magnético e disponibilizados em diversos sistemas de informação acessíveis a pesquisadores, cidadãos e organizações empresariais que, por sua vez, podem utilizá-los para o desenvolvimento de suas atividades. A expansão no processo de obtenção, armazenamento e disseminação de informações estatísticas têm sido acompanhados pelo rápido desenvolvimento de novas técnicas e metodologias de análise de dados estatísticos. A tecnologia de informação se ocupa destes instrumentos.


4 CONCLUSÃO

O homem é linguagem pura, sendo que o entendimento se dá na linguagem. Para formar cidadãos participativos, é preciso levar em consideração a noção de conhecimento geral dos fatos sociais e não somente de alfabetização ou domínio da escrita. A formação do profissional que trabalhará nas empresas do futuro deve ser centrada numa perspectiva política, social e cultural, possibilitando uma leitura estatística do mundo, que compreende a leitura e a escrita de dados como produtos de uma prática social em processo, na qual o sujeito e a educação precedem a escolarização.

A sociedade evolui de tal forma que os fatos se sucedem diariamente, necessitando de atenção especial em todos os ramos. A atividade empresarial se depara com novas formas de relacionamentos, seja na gestão de seu RH, na própria situação concorrencial, nas mutações corporativas, etc. Por isso, é possível afirmar que a inserção de determinados mecanismos no cotidiano das pessoas refletem diretamente na gestão empresarial, que deve estar preparada para as transformações, necessitando assim uma corrente.


5 REFERÊNCIAS

ENCE. - Estatística. Disponível em: http://www.ence.ibge.gov.br/estatistica/default.asp. Acesso em: 10/12/2008.

JUNIOR, Helio Rosseti. Educação Estatística no ensino básico: uma exigência do mundo do trabalho. Disponível em: http://recitec.cefetes.br/artigo/documentos/Artigo%205.pdf. Acesso em: 09/11/2008.

SOUZA, Antonio Carlos. A construção de Idéias Estatísticas. Disponível em: www.alb.com.br /anais16/sem15dpf/sm15ss01_01.pdf. Acesso em: 11/12/2008.



quarta-feira, 11 de junho de 2008

ÉTICA APLICADA AO CONHECIMENTO CIENTÍFICO


1 INTRODUÇÃO


Os homens norteiam seu comportamento com bases em valores expostos pela maioria e consagrados como algo benéfico e justo para a sociedade. O comportamento comum a todos os homens é formado pelas autoridades investidas de poder para que atuem para o bem comum.

A ética sempre foi um valor extremamente social, criado no seio da sociedade visa manter a ordem vigente e a boa relação entre as pessoas. Os valores considerados éticos mudam ao longo do tempo, assim, algumas atitudes consideradas éticas de acordo com os padrões éticos no passado, hoje podem não mais serem aceitos como éticos.

A formação cultural, religiosa, moral de um indivíduo, deve buscas sempre capacitá-lo a refletir, a desenvolver o senso crítico, a participação na sociedade. O presente trabalho tem como objetivo expor o conhecimento científico analisado sob a luz do conceito de ética.


3 CONCEITO DE ÉTICA

Ética é uma construção humana, produto social e humano com valor coercitivo. Não é algo dado pelo divino nem pela natureza, mas sim uma construção de séculos. A ética é dinâmica, ou maleável, porque se modifica ao longo dos anos. Em certos momentos é utilizada pelos aparelhos ideológicos para fortificar seu discurso opressor, maquiada pela premissa de que existe para reger a conduta humana na vida em sociedade.

Ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas não são fáceis de explicar quando alguém pergunta. Tradicionalmente ela é entendida como um estudo, uma reflexão, científica ou filosófica e eventualmente até tecnologia sobre costumes ou ações humanas. Mas também chamamos de ética a própria vida, conforme os costumes considerados corretos. A ética pode ser o estudo das ações e costumes, pode ser a própria realização de um tipo de comportamento. (WALLS, 1994, p. 7).

A ética baseia-se na idéia de fim e valor. O valor é imaginário como aquele ideal de bem comum. A idéia de fim é falseada pelo discurso dominante, como sendo importante para a manutenção da ordem e da moralidade.

As normas éticas são aquelas que prescrevem como o homem deve agir. Não são de caráter obrigatório como as jurídicas, mas nem por isso suas sanções são menos impositivas. A ética possui algumas características como a imperatividade, possibilidade de violação, e a imposição ao fato contrário. A ética é a ciência do comportamento humano, e suas normas prescrevem como o homem deve agir. Ela se impõe ao fato que a contraria, não perdendo sua validade mesmo no momento em que é violada. Isso se deve a sua imperatividade, à ordenação de uma direção a ser seguida.

A ética é referência para que a escolha do sujeito seja aceita como um princípio geral que respeite e proteja o ser humano no mundo. Nesse sentido, o ethos, como costumes, articula-se às escolhas que o sujeito faz ao longo da vida. A ética fundamenta a moral, ao expressar a sua natureza reflexiva na sistematização das normas. (FERREIRA, 2001, p. 32).

Por ser imperativa, a ética enuncia algo que “deve ser”, não apenas indicando, ou mesmo aconselhando. É a ética é categórica, ela determina, manda. É uma imposição que mostra o que deve ser feito e seguido. Todavia, ela possibilita a faculdade de segui-la ou não. Por isso, é algo que “deve ser” e não algo que “tenha que ser”. Por isso, a ética se liga a uma sanção, uma conseqüência por sua violação, sendo um meio de garantia de sua realização. E, além disso, ela apesar de ser violada, continua valendo mesmo contra seu transgressor.


4 CONCEITO CONHECIMENTO CIENTÍFICO E EMPÍRICO

Pode-se denominar conhecimento cientifico como sendo aquele que é racional, tendo a pretensão de ser sistemático e de rever aspectos da realidade. Que segunda as palavras de Tafner (2007, p. 113):

As noções de experiência e verificação são essenciais nas ciências; o conhecimento cientifico deve ser justificado e é sempre passível de revisão, desde que se possa provar sua inexatidão. (...) o conhecimento científico não atinge simplesmente os fenômenos na sua manifestação global, mas os atinge em suas causas, na sua constituição intima, caracterizando-se, desta forma, pela capacidade de analisar, de explicar, de desbotar, de justificar, de induzir ou aplicar as leis, de predizer com segurança eventos futuros.

A ciência existe para descobrir as verdades que ainda se fazem ocultas ao homem. Tornando-o sujeito de si, criando coisas até então inimagináveis.

Para Tafner (23007, p. 114) a investigação científica depende de procedimentos especiais, denominados métodos científicos. Gil apud Tafner (idem) ensina que o “método científico é conjunto de processos ou operações mentais que deve empregar na investigação. É a linha de raciocínio adotada no processo de pesquisa”.

O método dedutivo é aplicado quando se quer explicar o conteúdo pelas premissas expostas. Usando-se o silogismo, com duas premissas retira-se a terceira, denominada conclusão. As duas primeiras são chamadas premissa maior, premissa menor e a terceira conclusão.

No método indutivo há a afirmação do concreto, da experiência. Generaliza-se porque todos são. O método indutivo considera o particular para o geral.

No método hipotético-dedutivo o principal objetivo é derrubar a hipótese levantada. Das hipóteses levantadas deduzem-se conseqüências que deverão ser testadas ou falseadas.

No método científico dialético exige uma constante reflexão que induz a trocas e a reformulações de hipóteses e problemas.

No método fenomenológico não é dedutivo nem indutivo. Construindo a realidade socialmente, não sendo a única existente, portanto passível de refutação.

O método científico pode ser considerado segundo etapas seqüenciais, segundo Tafner (2007, p. 118):
a) Na observação ocorre a verificação dos problemas, não existe juízo de valor, apenas o conhecimento prévio de que algo está errado;
b) Na problematização são detectadas as evidências de que existe algo errado;
c) No levantamento de hipóteses consideram-se as prováveis soluções para os problemas verificados, devendo ser testável para ser verdadeira;
d) Na experimentação é a prática da hipótese, é o teste em si;
e) Na próxima etapa acontece a comprovação ou a refutação das hipóteses, onde o pesquisador utilizará os dados que ele levantou;
f) Por fim, na conclusão ou generalização acontecem novos questionamentos sobre o problema, “o pesquisador recomeçará o seu trabalho, problematizando novamente e levantando novas hipóteses” (TAFNER, 2007, p. 118).

O conhecimento científico é uma das formas de compreender e conhecer o mundo e o universo em que vivemos. No executar os métodos científicos aparentemente não se consegue vislumbrar o seu caráter ético, ou seja, as ações científicas não se importavam com o que o indivíduo pensava ou deixasse de pensar.

A bomba atômica da Segunda Guerra Mundial é um exemplo da utilização da cientificidade a favor da destruição. Outro exemplo que pode ser citado é são os homens bombas no Oriente Médio, ou os aviões usados no trágico “11 de Setembro”, que até chegar a ser usado com esse intuito foi motivo de muitas lágrimas de seus criadores.

Em contrapartida, o conhecimento cientifico pode ser utilizado para a melhoria na qualidade de vida das pessoas, como os tratamentos contra o câncer que levaram anos de experimentos laboratoriais e ainda continuam investindo nesse sentido. A busca incessante de cura para o vírus da AIDS e os avanços já alcançados demonstram outro exemplo deste uso ético do conhecimento científico.

É preciso analisar o conhecimento científico sob a luz da ética, sem denotarmos para o caráter ideológico dominador desta, para que consigamos imaginar o conhecimento científico com seu uso adequado aos padrões humanos aceitáveis.


5 CONCLUSÃO

O exposto no presente trabalho serve para demonstrar que o conhecimento cientifico pode ser usado para o bem comum ou para o mal. Do mesmo exemplo citado, o avião que é usado para bombardear é usado para resgatar vidas.

Os avanços decorrentes do aumento das pesquisas cientificas ocorridas nas últimas décadas podem e devem ser utilizadas para beneficiar a população em geral e não para ser mais um fator excludente. Se houve descoberta de curas, que essas sejam usadas para que a grande massa seja beneficiada.

Apoiar pesquisas científicas que beneficiem a população em geral, sem discriminação, mesmo que sejam de pequena escala é apoiar o desenvolvimento da sociedade. E que a inclusão científica seja uma realidade presente e não apenas futura para todos os brasileiros.

Somente com a inclusão das massas nos cerne do conhecimento científico, que será utilizado para o bem e não para o mal, é que poderemos falar em um conhecimento cientifico dotado de caráter ético. Caso contrário será mais devastador que o conhecimento vulgar a serviço da injustiça.


5 REFERÊNCIAS

FERREIRA, Amauri Carlos. Ensino Religioso nas fronteiras da ética. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.

TAFNER, José. Metodologia do Trabalho Acadêmico. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI) – Indaial: Ed. ASSELVI, 2007.

VALLS, Álvaro. O que é ética? 9 ed. São Paulo: Brasiliense, 1994.


sábado, 5 de abril de 2008

O EXERCÍCIO DA LIDERANÇA NAS ORGANIZAÇÕES DO SÉCULO XXI



1 INTRODUÇÃO

Não é possível conceber a idéia de uma empresa contemporânea sem passar pela análise do termo liderança. Sempre que haver um grupo de pessoas reunido em torno de um objetivo comum é necessário que alguém tome frente as decisões e atitudes para que o grupo evolua. Da liderança emanam princípios fundamentais de união entre as pessoas, solidariedade, amizade e parceria. No entanto, encontram os líderes ao tomarem suas decisões que muitos dos seus liderados não gostam e não querem seguir suas idéias.

Costumes e comodidade impedem muitas vezes a mudança. Sejam porque liderança compreende a noção de poder e de status, bem como modificam as relações nas organizações. O líder sempre encontrará certa mudança na sua trajetória, todavia, está será em maior ou menor intensidade. Tendo em vista sua posição na organização.

Não existe uma norma concreta que trate da liderança, apenas instruções morais e éticas que determinam um limite a exercê-la, bem como sugestões da área administrativa para que os líderes sigam. O líder precisa ter conhecimento de diversas áreas do conhecimento para trabalhar. Nesse estudo abordar-se-á a liderança sob o aspecto da mudança e a resistência a essa. Considerando alguns aspectos que devem ser relevados na condução do grupo a conquista de seus objetivos.


2 CONTEXTUALIZAÇÃO DA LIDERANÇA

A liderança é uma tarefa difícil que envolve mais de um pólo do relacionamento. Um líder deve estar consciente de que precisa saber sobre esse assunto. Um líder pode ser um empresário, diretor, gerente, ou qualquer outra pessoa que influencie um determinado grupo a realizar ações que visam alcançar um objetivo.

Um líder deve conhecer seus liderados seus pontos fracos e fortes, conquistando a todos, com um controle emocional demonstrando equilíbrio, sempre se auto-analisando (e melhorando nos pontos que reconhece ser fraco), e por fim, precisa compreender que sozinho não chegará a nenhum lugar, então além de ouvir seus colaboradores e entender o que se passa no dia-a-dia de cada um. (QUEIRÓZ, 2008, p. 02).

Quando novos líderes são instituídos ou surgem a mudança em alguns pontos é inevitável. A mudança se constitui em uma meta para alcançar os seus objetivos quando não se constitui nos próprios objetivos. Para que se consiga a mudança é preciso conquistar respeito e apoio dos demais membros do grupo.

Os novos padrões de liderança exigem que os comandantes consigam o apoio e respeito dos seus liderados para atingir seus objetivos. Agora é tempo de perguntar: o que um líder deve fazer para conseguir o apoio da sua equipe? A resposta é aprender a edificar as pessoas que trabalham e interagem com você, para que o respeito e o apoio sejam manifestados. (MILERIS, 2008).

Assim, um líder deve estar preparado que enfrentará resistência na execução de sua liderança. Buscando convencer dos objetivos e da necessidade de todos caminharem juntos em busca de uma meta comum.


3 RESISTÊNCIA À MUDANÇA

A mudança tornou-se uma ponte central para a liderança. A resistência a mudança como uma das principais barreiras a mudanças bem-sucedidas. Os teóricos lançam então certas “receitas” de como conduzir essas transformações de forma mais efetiva, porém não são usadas. Sob o nome de estratégias ensinam como superar comportamentos resistentes adotados por empregados descontentes que podem impedir ou ameaçar o esforço de transformação.

Os líderes devem fazer uma avaliação antes de tomar as atitudes modificadoras, tendo uma abordagem individual e não somente sobre o coletivo. Pois muitas vezes o que está em desacordo é alguns individuais e não o todo, ou seja, a liderança não consegue uniformizar as metas de seus liderados, em que as organizações possuem um conjunto de forças opostas.

A resistência a mudança e consequentemente a liderança que tende a introduzir mudanças deve considerar em suas ações o indivíduo e o coletivo, devendo ser enfatizado as diferenças entre eles. Onde o padrão de comportamento do indivíduo é diferente do padrão do comportamento do grupo ao qual ele pertence, sendo que essa diferença seria permitida ou encorajada em culturas diferentes.

Podem ser instrumentos utilizados contra a resistência a mudanças, na visão de Hernandez (2001, p. 42), a educação e comunicação, participação e envolvimento, facilitação e suporte, negociação e acordo, manipulação e cooperação e coerção explicita e/ou implícita.

Ao abordar a resistência à mudança devem ser considerados seus vários ângulos. Assim, Hernandez (2001) leciona que a resistência faz parte da natureza, mas que hoje está se questionando trazendo-a a tona. Assim, ao procurar evitar ou prevenir a resistência, os agentes da mudança acabaram contribuindo para a sua ocorrência ou agravamento. E revela-se que a resistência é um comportamento definidos pelos detentores de poder quando são desafiados em seus privilégios lançam-se em oposições.

A resistência é vista como uma experiência nociva à organização uma vez que as mudanças trariam melhoria porá o desempenho das atividades. Tem-se em oposição que a resistência é um fenômeno saudável e positivo, visto que, às vezes nem sempre quem quer mudar tem a razão. Assim, em certos casos quem resiste tem um ângulo melhor da situação. A resistência é utilizada como uma desculpa para justificar processos de mudanças mal desenhados ou mal-sucedidos. Isto é, quando um projeto não dá certo, culpa-se a resistência por ter atrapalhado o seu desenvolvimento normal. É possível afirmar que os seres humanos são naturalmente resistentes à mudança, pela insegurança que a mudança traz.

Mirielis (2008) aponta como solução:

A cultura de uma empresa é percebida através da maneira de proceder de seus líderes, pois eles conseguem o comportamento que mostram e toleram. Você transforma a cultura de uma organização mudando o comportamento de seus líderes. E mede a mudança avaliando-a no comportamento pessoal deles no desempenho de seu negócio.

A resistência à mudança como um fenômeno massificado, isto é, a resistência é homogênia, onde as pessoas em organização são representadas como um corpo homogêneo que demonstra ou que supera a resistência como um agregado. A resistência não é uniforme e varia de indivíduo para indivíduo. E o fenômeno deve ser entendido como uma ocorrência social. Se a resistência ainda é vista como grande barreira à mudança, isso ocorre porque o modelo predominante é inadequado para captar a sua complexidade e, consequentemente, incapaz de ajudar o desenvolvimento de estratégias voltadas à prevenção da resistência.


3 CONCLUSÃO

Diante do contexto apresentado de liderança é possível afirmar que a liderança é uma tarefa que exige muito dos que se dispõe a liderar. O líder deve ter características especiais para que conduza o processo administrativo de forma satisfatória. O conhecimento dos seus liderados não se resume somente nas necessidades comparadas ao grupo, bem pelo contrário, o líder deve considerar seus liderados individualmente tendo em vista que a resistência pode ocorrer de forma coletiva como individual.

A resistência à mudança é um fenômeno normal que ocorre em toda e qualquer expressão de liderança, sejam organizações comerciais, não-governamentais ou mesmo nas religiosas. Isso pode ser explicado por diversas formas, entre elas, porque a liderança quando aplicada a mudar tende a ser compreendida como mudança nas relações de poder (o que não deixa de ser em parte verdade). Mas que não tem como principal objetivo senão a melhora nos resultados do grupo.

Um líder deve considerar alguns pressupostos ao exercer sua liderança. Esses pressupostos podem ser tanto positivos como negativos, e ajudam-no a conhecer melhor seu campo de trabalho. Todos eles são mais subjetivos que objetivos, até porque a liderança e a resistência são institutos e características administrativas totalmente subjetivas.


4 REFERÊNCIA

HERNANDEZ, J. M. da C. CALDAS, M. P. Resistência a Mudança: uma revisão crítica. RAE – Revista de administração de Empresas. 2001, São Paulo, v. 41, n.º 2. p. 31- 45.

QUEIRÓZ, Eugênio Sales. Valores da Liderança Moderna. Disponível em: http://www.venda mais.com.br/Lideranca/php/verMateria.php?cod=43607. Acesso em: 14/05/2008.
MILERIS, Wilson. Edifique para ser edificado. (2008). Disponível em: http://www.vendamais. com.br/Lideranca/

sábado, 15 de março de 2008

O EXERCÍCIO DA LIDERANÇA NAS ORGANIZAÇÕES DO NO SÉCULO XXI

1 INTRODUÇÃO

As empresas buscam a cada dia aumentar sua lucratividade e seu rendimento para que seu nome tenha uma consistência no mercado econômico. As potencialidades existentes nela são muitas vezes reprimidas e a mediocridade é elevada aos mais altos patamares de elogios. O que desestimula os colaboradores e também alguns líderes. Cabe então questionar-se qual é papel da liderança no mundo empresarial quando ao fechamento de bons negócios?

Há nas empresas pelo Brasil e mundo afora milhares de pessoas que se denominam eficazes administradores e possuidores de qualidades que nem o mais Deus Grego mais poderoso poderia possuir. Os desafios são lançados a esmo e quando não dão certo, o grande líder fica intacto, trocando constantemente de sua equipe. Quais são as atitudes que um líder não deve tomar?

A liderança de uma empresa é algo intrínseco que não tem como ser materializado, mas que contribui muito para o desenvolvimento delas. Todavia, existem líderes que comandam com fervor sua equipe de forma democrática e dinâmica. Valendo também tornar ao questionamento para saber quais são as atitudes que um líder deve ter?


2 A IMPORTÂNCIA DA LIDERANÇA EMPRESARIAL

Com a era globalizada e o aumento da competitividade é notável que muitas empresas fechem as suas portas. Prejuízos são acumulados dioturnamente, a imagem externa não é mais a mesma dos áureos tempos, e os colaboradores não mais estão entrosados como nos primórdios da empresa.

Para que a empresa saia desse patamar de crise e entre com tudo na concorrência é preciso que a liderança da empresa seja revista e consagrada a estudos, análises e treinamentos. O resultado de tudo isso dar-se-á em um médio prazo. Essa estratégia é vista por Gomiero como uma saída eficaz:

A estratégia usada para se atingir tais objetivos é o investimento maciço no capital humano, com cursos e treinamentos voltados a descobrir e/ou formar grandes talentos e verdadeiros líderes capazes de conduzir os negócios. Aqueles que tem boa comunicação empresarial e visão de futuro sabem lidar com as pessoas e administrar os conflitos, além de conseguirem satisfazer os colaboradores, motivando-os a encarar sua cota de responsabilidade com os destinos das organizações, isto é, vestir a camisa. Tudo com o objetivo de cumprir um planejamento que as levará ao sucesso, e nada diferente do que vêm fazendo as empresas vencedoras, grandes vedetes do mercado. (GOMIERO, 2008, s/p – grifo do autor).

A liderança é um meio que deve ser disseminado, através de gestões participativas, entre todos os colaboradores, pois só assim, Gomiero afirma (2008, s/p) é que os talentos virão à tona, podendo daí surgir os grandes líderes, até então escondidos em meio a um emaranhado de procedimentos obsoletos, situação típica de uma administração arcaica e ultrapassada.

As empresas precisam adotar uma política de integração e de comunicação conjunta, flexível, viabilizando trocas de experiências, discussões, definições de estratégias para se achegar aos resultados positivos e ao sucesso empresarial.


3 ATITUDES NEGATIVAS E POSITIVAS DE UM LÍDER

O líder que trabalha com uma equipe deve evitar tomar certas atitudes para que não provoque a ruína na sua empresa. Isso muitas vezes e a falha do paternalismo empresarial de empregar quem não tem qualidades exigidas. E por isso paga-se um preço: a derrota.

Muitos líderes mantêm sua equipe fraca por egoísmo e com medo de perder seu lugar de destaque, sua posição de comando. São contras a pró-atividade porque acreditam que o improviso e o faturamento estão acima de tudo.

O líder que nunca tem tempo para seus funcionários encontra muitas formas de desviar a atenção e não atender aos pedidos, tentando manter uma imagem de super-ocupado, caindo na desgraça de ser taxado de arrogante. Garbo (2007, s/p) alerta as atitudes que levam um líder ao fracasso:

Afogue-se em operação: Se você estiver o tempo todo fazendo tarefas operacionais, criará a imagem do executivo super-ocupado e, conseqüentemente, sem tempo para bobagens, como gestão de equipe (avaliação, treinamento), atualização profissional, planejamento etc. Assim, não perca mais tempo! Espalhe muitos papéis em sua mesa, demore pelo menos um dia para responder os e-mails, e faça trabalhos operacionais que envolvam cálculos básicos, digitação etc.

É comum encontrar profissionais que depois de sua colação de grau, que ocorreu há 20 anos, acreditam que não precisam se atualizar, porque não tem expectativa de promoção ou crescimento profissional. O líder falho esquece de que para todo crescimento profissional existe um crescimento pessoal. Caindo também no seu egocentrismo, o líder não compartilha de seu conhecimento e acredita que somente ele sabendo tornar-se-á insubstituível.

O líder falho acredita que se dando bem com todo mundo, conseguirá bons resultados, que com sua popularidade ele acaba resolvendo todos os seus problemas. Ainda o líder falho acredita que deve se eximir da culpa dos erros, culpando qualquer um dos agentes da empresa, mas nunca assume a culpa. O líder falho por si só possui uma visão negativista das coisas. Que nunca tem possibilidade de resolver os problemas de seus funcionários. E por fim, eximir-se e alegar ignorância do assunto, coroa as atividades de um líder falho.

A liderança que faz jus ao nome que recebe sempre tem um sentimento otimista para passar para o grupo, de conforto de confiança e de estímulo a superação. Um líder somente é líder quando ele for capaz de formar líderes ainda mais capazes que ele.

Na liderança os participantes do grupo devem sentirem-se confiantes no líder ao ponto de fazer aquilo que nunca foi tentado. Líder e liderados escalam as colunas do aprendizado juntos, um apoiando o outro. Antes de motivar ao companheiro, deve-se estar sempre auto-motivando, para que seja como um vírus contagioso e tome conta de toda a empresa.

Quando o líder age dentro dos padrões de justiça ele é possuidor do respeito da equipe, conforme é postulado por Filho (2007) como sendo “uma grande qualidade de um líder eficaz e a fim de ter o respeito da equipe, o gerente deve ser sensível ao que é direito e justo. O estilo de liderança segundo o qual todos são tratados de forma justa e igual sempre cria uma sensação de segurança. Isso é extremamente construtivo e um grande fator de nivelamento.”

O líder com características positivas tem sempre planos definidos, claros, planejamento atualizado com a participação de seus subordinados. Ele deve ser perseverante nas decisões:

O gerente que vacila no processo decisório mostra que não está certo de si mesmo, ao passo que um líder eficaz decide depois de ter feito suficientes considerações preliminares sobre o problema. Ele considera mesmo a possibilidade de a decisão que está sendo tomada vir a se revelar errada.
Muitas pessoas que tomam decisões erram algumas vezes. Entretanto, isto não diminui o respeito que os seguidores têm por elas. Sejamos realistas: um gerente pode tomar decisões certas, mas um líder eficaz decide e mostra sua convicção e crença na decisão ao manter-se fiel a ela, sabendo, no entanto, reconhecer quando erra. Assim, seu pessoal tem força para sustentar aquela decisão junto com o gerente. (FILHO, 2007).

Um líder não deve ter preguiça de fazer as coisas, bem pelo contrário, deve ter o hábito de fazer mais do que aquilo pelo qual se é pago. Devendo estar sempre a disposição da profissão, dos colegas e pronto a sanar (dentro do possível) as dúvidas dos liderados.


4 CONCLUSÃO

É possível apresentar em poucas palavras uma síntese das qualificações de um bom líder da mesma forma que podem ser apresentadas características de um mau líder. Dentre as atitudes que devem ser evitadas por um aspirante a líder está aqueles que querem manter uma equipe fraca, contrárias a Pró-atividade, afogue-se em operação inúteis para dizer que está fazendo alguma coisa, desatualização nos estudos, manter-se as informações consigo sem compartilhar, foco na política, esquivando-se da culpa, manter um espírito negativo, não de atenção as queixas dos funcionários e nunca estar ciente das coisas que acontece ao seu redor.

Já um líder efetivo e para que essa liderança ideal se concretize é necessário fazer parte do cotidiano do líder algumas características tais como a disposição para tentar o que não foi tentado antes, auto-motivação, percepção de justiça, planos definidos, o hábito de fazer mais do que aquilo pelo qual se é pago, uma personalidade positiva, empatia, domínio dos detalhes, disposição para assumir plena responsabilidade, duplicação, e uma profunda crença em seus princípios.

Para finalizar é possível fazer um balanço das características boas e ruins da liderança. É possível verificar que as atitudes negativas são mais comuns do que se imagina na maioria das empresas do que as positivas. Para ser um líder empresarial de verdade deve-se atender a requisitos que contemple um aspecto mais humanitário do trabalho e menos capitalista.


5 REFERÊNCIAS

FILHO, Luis Almeida Marins. 12 maiores atributos da liderança. Disponível em: http://www.gu iarh.com.br/PAG21C.htm. Acesso em: 18/05/2008.

GARBO, Flavio. Manual do Gerente Incompetente. Disponível em: http://www.catho.com.br/ cursos/index.php?p=artigo&id_artigo=655&acao=exibir. Acesso em: 19/05/2008.

GOMEIRO, Fernando. Liderança Empresarial: mais que um grande artifício, uma necessidade para uma boa condução dos negócios. Disponível em: http://www.portaldaadministracao.org/ search.aspx?type=1&search=lideran%C3%A7a+empresarial. Acesso em: 28/05/2008.

SOUTO, Jean Martins de. Técnicas de Gestão. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI). Indaial: Ed. Asselvi, 2008.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Universidade de Yale oferece cursos grátis na Internet


A Universidade de Yale, uma das mais prestigiadas instituições de ensino em todo o mundo, anunciou a sua aposta na disponibilização de cursos online, através da disponibilização de vídeos grátis, traduzidos em vários idiomas.
A iniciativa é semelhante a outras tomadas por várias instituições de ensino estrangeiras, tais como a Universidade de Princeton e o MIT, entre outras. No entanto, a escolha de Yale diferencia-se das outras por ser a primeira a concentrar os seus esforços nas aulas grátis através de vídeo online.
O projecto piloto terá 18 meses de duração e disponibilizará, para além dos vídeos, apontamentos e traduções referentes a sete cursos que irão começar no próximo ano. De acordo com a Reuters, alguns dos cursos oferecidos são “Introdução ao Antigo Testamento”, “Fundamentos de Física” e “Introdução à Filosofia Política”.
No entanto, os cursos leccionados pela Web não contarão com nenhum certificado de Yale nem tão pouco substituirão a presença física dos alunos nas aulas.
Espera-se que os estudantes de Yale gastem, este ano lectivo, perto de 46 mil dólares na matricula, em alojamento e em alimentação, refere a mesma fonte.
Richard Levin, presidente da universidade, citado pela imprensa internacional, refere que esta é uma oportunidade para “partilhar uma parte vital e central da experiência e Yale com aqueles que, por qualquer motivo, não estão em posição de obter, em primeira mão, educação em Yale”.
Universidade de Yale
http://open.yale.edu/courses (Astronomy, English, Philosophy, Physics, Political Science, Psychology, Religious Studies)
MIT
(muitos, 1800+)
Universidade da Califórnia, em Berkeley
Universidade Stanford
Instituto de Tecnologia de Paris

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Escrever bem: exigência do atual mercado de trabalhO





Em algumas civilizações, as casas eram construídas sobre pedras que dava firmeza à construção toda, a qual chamava pedra fundamental, não somente porque era a primeira, mas, porque, a partir dela, projetavam as demais partes. Assim, a escrita correta enquanto exigência do atual mercado de trabalho é uma a pedra fundamental na profissão seja ela qual for. A maioria dos profissionais, estudantes desprezam a importância que esse ato representa.
O profissional, qualquer que seja sua função, tem como instrumento de trabalho a linguagem, precisando conhecer e dominar as normas de escrita para que possa expressar-se corretamente. É inaceitável que seu trabalho seja confeccionado de maneira mecânica, seguindo modelos. O profissional deve dispor de vocabulário próprio, autêntico, e ser reconhecido pela sua peculiar forma de expressão. Tornar-se íntimo das letras é mecanismo primordial para qualquer profissional. A construção do conhecimento e o marketing com os futuros clientes são fortalecidos com uma escrita coerente e coesa.
Diante disso, a construção do conhecimento, seja em nível acadêmico ou profissional, deverá ter como pedra fundamental, uma escrita dentro dos padrões normativos. Uma vez que em ambas as situações é indispensável se expressar corretamente, demonstrando ao receptor segurança e confiabilidade. Desprezar a escrita na profissão como realidade, equivale a construção de uma casa sem alicerce, que sucumbe aos primeiros tremores. Cabe então, refletir em que pedra fundamental se está apoiando a construção do conhecimento.

FIDEL E SUA DESDEPDIDA



Está charge está inserida no site http://oglobo.globo.com/opiniao/ , onde O leitor Milton Cesar Ornellas enviou charge sobre a decisão do líder cubano de não retomar a presidência de seu país.
Podem-se vislumbrar alguns pontos importantes na charge acima que demonstram a intertextualidade: o primeiro deles é o fato dela expressar pela expressão idiomática, popularmente denominado de ditado popular “Pendurar as chuteiras” termo usado para designar aposentar-se, desistir, o segundo ponto importante nota-se na presença de estrelas no pijama de Fidel Castro que remete a estrela da bandeira do Governante Cubano, que já não é mais solitária, a bengala na mão direita de Fidel denuncia que o motivo pelo qual ele desiste de continuar governando por motivos de saúde. O boné de Fidel demonstra sua origem (revolucionário) que derrubou o governo pró-americano do general Fulgêncio Batista. Um ponto a ser destacado é o corvo na janela com a cartola lembrando a bandeira dos EUA, principal opositor do governo de Fidel Castro e que requer a queda do último governo socialista. O corvo está esperando a morte do líder socialista atual, para tomar conta da casa. Sendo uma forte crítica ao governo norte-americano que por inúmeras vezes tentou derrubá-lo do poder e ser o principal retalhador econômico e social deste país. A intertextualidade nessa charge pretende demonstrar que com o corvo na janela está próximo o dia em que os EUA irão adentrar no âmbito cubano para saciarem sua “fome”.
O nível de informatividade deste texto pode ser considerado médio, segundo o exposto no texto estudado.
O chargista espera mostrar o lado que as reportagens tradicionais não demonstram.
Fidel Castro deixa o poder após comandar Cuba por 49 anos
Texto Retirado do site da Folha Online 19/02/2008 - 21h49
Após 49 anos à frente do poder em Cuba, o ditador Fidel Castro, 81, anunciou nesta terça-feira sua renúncia. Fidel, que não aparece em público desde que foi submetido a uma cirurgia intestinal, em 2006, disse em artigo que não aceitará cumprir um novo mandato na Presidência após a reunião do Parlamento cubano, prevista para o próximo domingo (24).
"Meu desejo sempre foi cumprir minhas tarefas até o meu último suspiro", escreveu Fidel em uma carta publicada nesta terça-feira no site na internet do jornal "Granma". "No entanto, seria uma traição à minha consciência assumir uma responsabilidade que exige mobilidade e e dedicação que não estou em condições físicas de cumprir", escreveu o ditador cubano.
Jorge Saenz/AP
Fidel ri após confundir Uruguai com Paraguai em discurso em 2003; carisma ajudou em seus 49 anos no comando da ilha caribenha
A renúncia abre caminho para que seu irmão, Raúl Castro, 76, implemente reformas no país. Ele assumiu interinamente o poder depois que Fidel adoeceu, em 31 de julho de 2006.
Ao fim de sua mensagem, Fidel se refere ao processo político cubano, e afirma que conta "com a autoridade e a experiência para garantir plenamente a sua substituição". Na carta, ele diz que não retornará à Presidência do país e que seu irmão Raúl será o novo presidente.
Fidel cedeu temporariamente o poder ao irmão depois de passar por uma cirurgia intestinal. Desde então, ele não foi mais visto em público, aparecendo apenas esporadicamente em fotos e gravações oficiais, e publicando artigos sobre várias questões internacionais.
Na carta, ele afirmou ainda que não participará da reunião da Assembléia Nacional, no próximo dia 24, para escolher os 31 membros do Conselho de Estado (Poder Executivo).
Fidel continuará como membro do Parlamento, mas não será mais o presidente do órgão.
A mulher de Raúl Castro, Vilma Espin, manteve sua cadeira no Conselho no ano passado até a sua morte, mesmo estando, durante meses muito doente para comparecer às reuniões.
Repercussão nos EUA
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou nesta terça-feira que a renúncia de Fidel "deve ser o começo da transição democrática em Cuba".
"A comunidade internacional deveria trabalhar com o povo cubano para começar a construir instituições para a democracia", disse Bush na entrevista coletiva que ofereceu em Kigali, capital de Ruanda. O presidente americano está em uma viagem por vários países da África.
"Eventualmente, esta transição deveria acabar em eleições livres e justas", disse.
Bush visitou em Ruanda um memorial das vítimas do genocídio no país em 1994, quando 800 mil pessoas foram mortas, sobretudo membros da etnia tutsi.
No entanto, o subsecretário de Estado americano, John Negroponte, disse que a suspensão do embargo imposto pelos EUA a Cuba não deve ser imediato.
Em Miami, que abriga muitos dos exilados cubanos, a reação à renúncia foi de satisfação.
"É muito bom que Fidel renuncie, mas será melhor ainda quando ele morrer", disse Juan Acosta, cubano que deixou a ilha caribenha em 1980, enquanto comprava um jornal em Calle Ocho, a principal rua do bairro de Little Havana, onde mora a maior parte dos cubanos.
Europa
Vários governos europeus também declararam que a saída de Fidel pode ser o início da democracia em Cuba. "A renúncia de Fidel é o fim de uma era que começou com liberdade e terminou com opressão", disse o ministro sueco das Relações Exteriores, Carl Bildt.
"Observamos com atenção e interesse o desenvolvimento dos eventos em Cuba", disse à agência de notícias Efe Martin Jäger, porta-voz do ministro de Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier.
Ele acrescentou que a mensagem do líder cubano deve abrir a "via para a democratização da sociedade cubana, assim como à melhora da situação econômica do país".
Marcelo Katsuki/Arte Folha
O ministro de Relações Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, disse que seu país acompanhará e ajudará Cuba a ter "o melhor futuro possível para todos os cidadãos".
A França lembrou seu desejo de que Cuba empreenda "o caminho da democracia e do respeito aos direitos humanos", após o anúncio da renúncia de Fidel a outro mandato.
Ao saber da decisão de Fidel, a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da França, Pascale Andréani, aproveitou para reafirmar a "amizade da França com o povo cubano".
O secretário de Estado de Exteriores da Itália para a América Latina, Donato Di Santo, pediu hoje para as autoridades cubanas iniciarem "uma transição democrática" no país, e qualificou a decisão de Fidel como gesto "importante, nobre e esperado, dentro e fora da Ilha".
Reunião
A nova Assembléia Nacional, eleita no final de janeiro, tem até 45 dias para escolher o chefe do governo do país.
Desde 1976, Fidel vinha sendo eleito e ratificado em todas as eleições, que se realizam a cada cinco anos.
No último sábado (16), Fidel havia aumentado a expectativa sobre sua decisão ao anunciar que "na próxima reflexão, abordarei um tema de interesse de muitos compatriotas".
Em mensagens que escreveu em dezembro, Fidel afirmou que não se apega ao poder, não obstrui as novas gerações e expressou seu apoio a Raúl, que desatou a ansiedade da população ao anunciar "mudanças" para enfrentar os graves problemas do país e ao criticar o "excesso de proibições".
Raúl desperta esperanças de mudanças econômicas que melhorem o cotidiano dos cubanos, e analistas dizem que a transferência formal do cargo lhe daria força para implementar tais reformas.
Era Fidel
Castro assumiu o poder em Cuba em 1959, e transformou o país em um Estado comunista.
Durante os 49 anos à frente do poder, ele sobreviveu a tentativas de assassinato e a uma invasão da ilha apoiada pela CIA [inteligência americana]. Dez administrações americanas tentaram derrubá-lo. A mais famosa tentativa foi a invasão da Baía dos Porcos, em 1961.
Os partidários de Fidel o admiravam pela habilidade de garantir alto nível nos serviços de educação e saúde para os cidadãos, embora permanecesse independente dos EUA. Já seus opositores o chamavam de ditador cujo governo totalitário negava as liberdades civis.Em 16 de abril de 1961, Fidel declarou sua revolução socialista. Um dia depois, ele derrotou a tentativa de invasão da Baía dos Porcos, apoiada pela CIA.
Os EUA embargaram a economia de Cuba, e a inteligência americana planejou matá-lo 600 vezes, segundo a TV CNN.
A hostilidade chegou ao seu auge em 1962, com a crise em torno dos mísseis cubanos.
Com o colapso da ex-União Soviética, a Cuba entrou em crise econômica, mas se recuperou durante a década de 90, com o boom do turismo.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Terceirização é estratégia de crescimento


A terceirização está modificando claramente o mundo dos negócios com a redução do tempo para treinamentos e orientações de novas equipes

Desde os anos 80, quando a terceirização de serviços começou a ser utilizada na Europa e nos Estados Unidos, seu conceito vem sofrendo alterações de percepção. A idéia de que terceirizar representa apenas corte de custos vem sendo lapidada. Apesar de realmente fazer a diferença nos resultados financeiros de uma empresa, a terceirização está modificando claramente o mundo dos negócios.
O tempo necessário para contratar, treinar e orientar uma nova equipe de trabalho pode ser significativamente reduzido contratando especialistas externos, dotados de alto nível de conhecimento no assunto e habilidade para atingir metas em menor tempo e de forma mais precisa. Além disso, há todo um protocolo de condutas a seguir que nem sempre estão ao acesso das empresas. E, mesmo se estivessem, representariam um importante desvio de foco nos negócios.
Ao contrário, ao terceirizar um serviço, esses recursos adquiridos devem representar um plus no valor percebido da empresa. Técnica moderna de Administração, a terceirização propõe uma mudança não só estrutural, mas cultural. Repensando sistemas e controles, a empresa passa a concentrar esforços em seu core business.

FONTE: MONTONNI, MARCELO. In: http://www.empreendedor.com.br/_novo/_br/?secao=Noticias&categoria=137&codigo=6627



quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Histórico da Assembléia de Deus no Rio Grande do Sul

TEXTO RETIRADO DE SITE DA IGREJA EVANGELICA ASSEMBLEIA DE DEUS


“Dois Jovens Chamados para a Obra Missionária"
Em 1909, dois jovens suecos - Gunnar Vingren e Daniel Berg - residentes nos EUA foram batizados com o Espírito Santo, ao mesmo tempo receberam a chamada missionária. Chegaram ao Brasil, em Belém do Pará, no dia 19 de novembro de 1910.
A Igreja fundada em Belém do Pará, iniciou sua trajetória no Rio Grande do Sul em 03 de fevereiro 1924 com a chegada dos missionários suecos Gustavo Nordlund, sua esposa Elisabeth e seu filho Herbert, que começaram a anunciar em Porto Alegre o evangelho de Jesus Cristo.
“O Primeiro Culto Assistido por uma Única Pessoa”
No dia 15 de abril de 1924, numa casa situada na Rua Maryland, esquina com a Rua Eudoro Berlink, no Bairro Mont’Serrat, em Porto Alegre, foi realizado o primeiro culto pelos missionários, que foi assistido por uma única pessoa, um ancião de 70 anos de idade, de nome José Corrêa da Rosa, o qual havia chegado ao local do culto a fim de abrigar-se de um forte temporal, pois, chovia torrencialmente em Porto Alegre, e após ouvir a Palavra de Deus, converteu-se a Jesus Cristo, foi batizado em águas por imersão, tormando-se o primeiro membro da futura igreja Assembléia de Deus na Capital do Rio Grande do Sul. A capela era simples, com apenas 4 bancos, onde se podiam acomodar 20 pessoas.
No dia 19 de outubro de 1924, foram batizadas por imersão, mais dez pessoas, no Rio Guaíba.
Após este batismo o Missionário Gustavo Nordlund celebrou a Santa Ceia na Capela da Rua Maryland, com os doze primeiros membros da Igreja. Nesta mesma reunião e neste mesmo dia 19 de outubro de 1924, foi organizada e constituída a Igreja Evangélica Assembléia de Deus do Estado do Rio Grande do Sul, com sede em Porto Alegre.
Em 1926, num domingo de Páscoa, foi inaugurada a primeira sede própria da Igreja Evangélica Assembléia de Deus com capacidade para 200 pessoas na Travessa Azevedo, uma vitória alcançada após muitas orações e súplicas a Deus. Quatro anos mais tarde, em 1930, como o número de crentes aumentava, decidiu-se alugar um prédio na Rua Cristóvão Colombo, 580, esquina com a Rua Comendador Coruja, que como o anterior, foi adaptado e capacitado a acolher os 800 membros efetivos.
Em 1939, num dia festivo, os crentes, cheios de alegria, realizaram a inauguração do grandioso Templo na Rua General Neto, 384. Este era, na época, o maior templo evangélico da América Latina, com capacidade para abrigar 3000 pessoas na época.
“Deus escolhe o Missionário Nils Taranger”
No dia 08 de outubro de 1946, na cidade de Gothemburg, no maior porto da Suécia, a família Taranger embarcou com destino ao Rio Grande do Sul, sob assistência emocionada da mãe e serva de Deus, Amália - mãe do Pastor Nils
Nils com 30 anos, pastor talentoso, tanto no ensino da Palavra de Deus como na música, chegava a Porto Alegre, apos uma escala de poucos dias no RIo de Janeiro.
Permaneceu em Porto Alegre, aprendendo a falar o português e pregando pelo Estado, fazendo cruzadas em apoio as Congregações Já estabelecidas, visitando cidades como Cachoeira do Sul, Caxias do Sul, Cruz Alta, Passo Fundo, Boi Preto, Itacurubi, São luiz Gonzaga, São Borja, Itaqui, Alegrete, Uruguaiana, Quaraí, Nonoai, Palmeira das Missões e tantas outras.
Foram dois anos de aprendizado da língua e contato com os costumes gaúchos. Passado este estágio, o missionário Nils Taranger assumiu para fundar e organizar a Igreja em Bagé, estendendo a evangelização a Dom Pedrito, Lavras do Sul e São Sebastião, tendo trabalhado naquela região por um tempo aproximado de 6 anos.
“Miss. Nils Taranger Substitui Gustavo Nordlund”
Em Março de 1955, assumiu o Pastorado da Igreja de Porto Alegre, o casal de missionários Nils e Mary Taranger, também suecos, que até então pastoreavam a Igreja Evangélica Assembléia de Deus de Bagé. Pastor Nils e irmã Mary, ao longo dos 43 anos que estiveram à frente da Igreja em Porto Alegre, desenvolveram um trabalho de grande envergadura, dando continuidade às obras já iniciadas, empenhando-se também na obra missionária, na obra social e na construção de novos templos, permanecendo no trabalho até outubro de 1998, quando por motivo do grave estado de saúde do Pr. Nils, tiveram de abdicar da liderança da Igreja.
“Pastor João Ferreira Filho substitui Miss. Nils Taranger”
No dia 19 de outubro de 1998, o Pastor João Ferreira Filho, Presidente da CIEPADERGS (Convenção das Igrejas Evangélicas e Pastores das Assembléias de Deus no Estado do Rio Grande do Sul) e sua querida esposa irmã Gesy de Vlieger Ferreira, vindos da Igreja Evangélica Assembléia de Deus da cidade de Ijuí, onde pela graça do Senhor permaneceram por um período de 26 anos e 06 meses, granjeando durante esse tempo uma multidão de almas para o Senhor, assumem a liderança da Igreja de Porto Alegre. O Pr. João Ferreira Filho, palmilhou este Estado pregando o evangelho, dirigiu diversas igrejas, tais como: Santo Ângelo, Tupanciretã, Santa Maria, São Sepé, Ijuí e finalmente Porto Alegre. Guiado por Deus e sob a luz do Espírito Santo, juntamente com os demais líderes da CIEPADERGS, Pr. Ferreira deu início a um processo de transição da Igreja de Porto Alegre que foi visto como um ato heróico, sem visar interesses pessoais, mas sim visando a soberana vontade do Senhor, ato este que foi aclamado pelos pastores de todo Estado e também do Brasil.
“A Transição de João Ferreira Filho para Ubiratan Batista Job”“Uma transição guiada por Deus”
No dia 07 de julho de 2003, o Pr. Ubiratan Batista Job, após 14 anos e 7 meses pastoreando a Igreja de Sapiranga, toma posse da presidência da Igreja de Porto Alegre. O Pr. Ubiratan pastoreou também o Campo de São Jerônimo, que abrangia os municípios de General Câmara, Triunfo, Arroio dos Ratos, Charqueadas. Sendo homem experimentado na obra, ordenado ao santo ministério pastoral em 21 de março de 1977, o Pr. Ubiratan, sendo o segundo brasileiro a presidir esta Igreja, foi recebido com muita alegria pelo corpo de obreiros e por todos os membros da Igreja de Porto Alegre juntamente com sua esposa Ir. Eliane da Silva Job e seu filho Misael da Silva Job.
Assim segue a Igreja do Senhor neste torrão gaúcho, 74 anos liderada por missionários suecos, 4 anos e 8 meses elo Pr. João Ferreira Filho, e agora Pr. Ubiratan Batista Job que com muito carinho, amor e dedicação tem dado continuidade ao trabalho dos pioneiros no apascentamento da Igreja.
“Porque Deus não é injusto, para se esquecer da vossa obra, e do amor que para com o Seu nome mostrastes, porquanto servistes aos santos, e ainda os servis.” Hb. 6:10.

domingo, 13 de janeiro de 2008

EXPERIENCIA

QUERIDOS IRMAOS EM CRISTO

DEIXO ESSE RELATO COMO EXPERIENCIA DO QUE VIVI NESSE ULTIMO DIA
ONTEM SABADO FUI A MIRAGUAI NUMA REUNIÃO JUNTO COM OUTROS DOIS IRMAOS. NA VERDADE EU APENAS IRIA ACOMPANHANDO E ELES A REUNIÃO.
COMO É DE COSTUME, HOUVE CULTO, LOUVOR ADORAÇÃO, ETC ...
NO FINAL O PASTOR CERILO FALOU SOBRE A SITUAÇÃO DO CAMPO DE MIRAGUAI, E DEU OUTRAS PALAVRAS A RESPEITO DE DOUTRINA.. ONTEM NÃO CONCORDEI COM O QUE ELE FALOU, POIS ACHEI A PRIMEIRA VISTA EXAGERO DA PARTE DELE, CONTUDO HOJE MORDI A LINGUA E VOLTO ATRAS:
ESCUTANDO UMA RÁDIO ON LINE, CUJO O NOME NAO DIREI, ESCUTEI O PASTOR DA IGREJA DE SÃO PAULO, QUE POSSUEM UM SEMINÁRIO DITO "TEOLÓGICO E PIOR PENTECOSTAL"CONFESSANDO SUA VAIDADE EM PÚBLICO, DIZENDO QUE ERA VAIDOSO E QUE USAVA TUDO O QUE QUERIA, E QUE MANDARA FAZER ANÉIS PARA OS MEMBROS HOMENS DA IGREJA ADORNAREM SUAS MÃOS. E QUE QUANDO SAIAM A SHOPPING SUA MULHER O EXORTAVA PELA DEMAISADA VAIDADE.
SEI QUE É UM MOMENTO IMPROPRIO PARA RELATAR ESSAS COISAS, MAS RELATO AQUI A RESPOSTA DE MINHA PERGUNTA SOBRE DOUTRINA E TESTEMUNHAR QUE A EXPERIENCIA DO PASTOR PRESIDENTE DEVE SER RESPEITADA E CONSIDERADA. PORQUE A SUA EXPERIENCIA LHE PERMITE VER COM OUTROS OLHOS O MUNDO QUE NÓS JOVENS. NÃO DEVEMOS DEIXAR QUE A VAIDADE E OS FRUTOS DO PECADO INVADAM A NOSSA IGREJA, MACULANDO A NOIVA...
ME DESPEÇO NA PAZ DO SENHOR JESUS....

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

AMOR DE UM HOMEM

Quanto fascínio sinto por teus pés!
São eles que e conduzem até mim;
Êxtase na entrega total aos teus desejos;
Deixo-me levar as entranhas da luxuria;
Meu banho egoísta, anseio em banhar-me em teu prazer.


Reverência
Vassalagem
Submissão
Servidão
Fetiche
Enfim, venero teus pés.

Abstenho-me de qualquer definição
que possa orientar o desorientado querer por ti;
Coloco-me aos teus pés.

Me chame como quiser;
Bata-me com seu instinto irracional de volúpia;
Use-me de tal maneira, que eu fique a mercê de teus passos.

Perene é a vontade que habita em meu peito
de andar ao lado do teu amor por mim;
Por mais que os segundo transformem-se em:
Horas;
Minutos;
Dias;
Meses;
Anos;
Décadas;
A eternidade é insuficiente para essa travessia.

Arrebata-me pelo teu prazer;
Flutuarei alegremente.
Acompanhando cada passo que avanças
como em um bailar esponsal.
Teus pés! Ah, teus pés.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

http://www.conquistagospelfm.com.br/




ESTE É UM LINK DA RÁDIO CONQUISTA GOSPEL




Convidamos você a orar pelas pessoas aflitas e angustiadas, que não conhecem a Palavra de Deus, mas, que por meio deste projeto, serão alcançadas. Sua contribuição de qualquer valor é espontânea, mas nas doações a partir de R$ 10,00 mensais, você estará ajudando a manter este site no ar, pois esta rádio tem levado a palavra do nosso Deus para vários países. Também com a sua ajuda nós estaremos contribuindo com 300 crianças na África do Sul onde está um de nossos Missionários, pois há crianças que comeM apenas 1x por dia, isso quando tem.




sábado, 5 de janeiro de 2008

Liderança Musical - Um Caso BíblicoArão, O Irmão Mais Velho de Moisés


Lawrence Maxwell
Qualquer líder de igreja que pensa que seus métodos inovadores de liderança estão certos porque a maioria dos membros de sua igreja o aplaudem, fariam bem em relembrar como Deus considerou Arão.
A experiência de Arão com o bezerro de ouro não representa o seu único problema. Nós olharemos o problema do bezerro de ouro num instante, mas antes não deixemos de observar uma série de graves defeitos no caráter de Arão.
Como pai, Arão foi inadequado; seus filhos, Nadabe e Abiú, não teriam oferecido fogo estranho se Arão houvesse dado uma formação mais rigorosa. Mas nos é relatado que ele protegeu seus filhos em momentos nos quais deveria tê-los corrigido (ver Patriarcas e Profetas, p. 360).
Como irmão, Arão simpatizou com a inveja de Miriam para com a esposa de Moisés, quando ele deveria ter reprovado a atitude de Miriam (ver ibid., p. 384). E quando Moisés feriu a rocha pela segunda vez nas proximidades da terra prometida, Arão estava ao seu lado, partilhando seu gênio tempestuoso. Moisés implicou a cumplicidade de seu irmão quando reclamou, "porventura tiraremos água desta rocha para vós?" (ver Num 20:10).
Sempre em Segundo Lugar. É fácil condenar Arão, mas certamente podemos concede-lo um pouco de simpatia. A vida o colocou numa posição difícil. Como o filho primogênito, ele deve ter tido a expectativa de preeminência entre os irmãos; ao contrário, ele sempre esteve em segundo lugar - isto quando não estava em terceiro lugar.
Quem recebeu toda a atenção quando Arão era um menino? Miriam recebeu muita atenção. Com um pouco de imaginação nós podemos ouvir as pessoas dizendo ao pequeno Arão, "Foi maravilhoso como a sua irmão cuidou do cestinho em meio aos juncos!" e "Que irmão corajosa você tem, conversando tão destemidamente com a Princesa. Você deve estar muito orgulhoso dela!"
O irmão mais novo, naturalmente, recebeu o resto das atenções, com a Princesa, a preparação para o palácio, e a antecipação de toda glória. "Não é maravilhoso que o seu irmãozinho foi adotado pela Princesa! Ele vai ser muito importante algum dia, você pode ter certeza disto! O que você pretende ser quando crescer, Arão?"
Oh, amigos! Será que Arão realmente sentiu um alívio quando mais tarde Moisés fugiu do palácio para terras desconhecidas? Talvez tenha. Se a resposta é sim, ele demonstrou verdadeira nobreza de caráter, quando ficou sabendo através de um sonho que Moisés estava retornando e precisaria de um intérprete, e com boa vontade concordou em assumir o papel secundário e apressou-se ao deserto para receber o seu ilustre irmão.
Finalmente a Oportunidade: Agarrada - e Mal Aproveitada. Arão esteve ao lado de Moisés através das dez terríveis pragas, enfrentando Faraó destemidamente e ajudando nos preparativos da primeira Páscoa, mas sempre ocupando o segundo lugar. Salvos após atravessarem o Mar Vermelho, ele assistiu Miriam liderar as mulheres na canção de louvor e gratidão enquanto Moisés liderava os homens. Foi Moisés e Miriam e não Moisés e Arão.
Mas finalmente, algumas semanas depois, Arão teve a sua chance - que não foi bem aproveitada.
A história é conhecida. Aos pés da montanha a liderança de Arão parecia estar funcionando bem por um tempo. Então de uma só vez um amigável e sinistro grupo aproximou-se dele e disse, "Levante-te, faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito," eles continuaram, "não sabemos o que lhe sucedeu" (Ex. 32:1).
É claro que este grupo havia perdido o respeito por seu ilustre líder. Eles sentiam que ele não os compreendia; ele estava sempre na montanha, conversando com o seu Deus, envolvido como sempre com teologia e doutrina. O povo estava aqui em baixo, insistia o grupo implicante, e Moisés, eles diziam, não os compreendia nem tão pouco as suas necessidades. "Mas, Arão," nós podemos ouvi-los dizendo, "você é de natureza boa. Você nos compreende. Você pode nos dar o que precisamos."
Aqui finalmente encontramos pessoas que realmente apreciavam Arão. Eles sugeriam até que Arão era um líder mais competente do que Moisés. Mas o que eles estavam pedindo era errado. Arão sabia que era errado, e ele resistiu.
Mas então o grupo se tornou sórdido. Eles disseram que se ele não fizessem o que pediam, eles não o reelegeriam na próxima trienal. Bem, naturalmente eles não disseram isto; isto é o que grupos reacionários Adventistas dizem em nossos dias. Eu suspeito que se reeleição fosse o pior que o grupo tivesse ameaçado, Arão continuaria a resistir. Não, o grupo ameaçou que se Arão não fizesse o novo deus, eles o matariam. Já alguns conservadores da congregação que haviam resistido a proposta popular haviam sido maltratados, e logo em seguida, Patriarcas e Profetas, p. 317, nos diz, alguns dos resistentes foram de fato mortos.
Arão temeu por sua vida. Ele também sentiu uma oportunidade de ouro para se tornar mais popular do que seu tão admirado irmão. Ele concordou em comandar o novo estilo de adoração.
Como Ele Pode Fazer Isto? Nós nos temos perguntado tantas vezes, como pode um seguidor consciencioso do Senhor como Arão concordar em fazer um ídolo?
Ao pessoalmente ponderar sobre esta indagação, a resposta que se auto sugeriu a mim é que ele era tão bom na arte da racionalização quanto o restante de nós. Racionalização é a arte de encontrar uma boa razão para fazer algo que sabemos ser errado. A declaração mais reveladora de nossa história e uma que torna esta experiência totalmente relevante para Adventistas do Sétimo Dia hoje é o anúncio que Arão fez imediatamente após o bezerro de ouro ter sido terminado e o seu altar montado. Ele disse, "Amanhã será festa ao Senhor" (Ex. 32:5).
Uma festa ao Senhor? Como podia Arão sugerir que a adoração a um ídolo iria honrar ao Senhor? Ele não ouviu Deus dizer, apenas algumas semanas antes, que o povo não deveria ter nenhum assunto com ídolos? "Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te curvarás a elas nem as servirás" (Ex 20:4, 5). Certamente Arão lembrava-se que Deus havia dito isto. Estas palavras ainda estavam ecoando em seus ouvidos.
Mas, ele racionalizou, evidentemente, se o mandamento fosse analisado cuidadosamente, realmente não se aplicava neste caso. Você pode ouvir a mente Arão trabalhando? O que Deus proibiu, ele deve ter dito a si mesmo, foi a adoração de ídolos, o que no caso da festa de celebração sendo planejada com o bezerro de ouro ninguém iria adorar o ídolo. Eles iriam adorar ao Senhor. O bezerro de ouro era meramente alguma coisa para o povo olhar enquanto adoravam a Deus.
Aqui estava um ponto chave que Moisés não deve ter entendido, Arão deve ter pensado. Moisés tinha omitido a necessidade do povo de focalizar seus olhos em algo concreto e artístico enquanto adoravam. Arão, com sua maior sabedoria (assim pensou), compreendia esta necessidade do povo. Aqui, ele pensou, estava a razão pela qual o povo começava a apreciar a sua liderança mais do que a liderança de Moisés. Não, não! Ninguém iria adorar ao bezerro; somente legalistas fariam tal interpretação, Arão aparentemente concluiu. Enquanto o coração está certo, o comportamento em si é de pouco interesse, e em seus corações o povo não estaria adorando ao Senhor?
Enganando a si mesmo com este tipo de racionalização, Arão chegou ao ponto no qual ele poderia honestamente chamar a celebração "uma festa ao Senhor."
E como o povo respondeu! Nunca desde que os Israelitas haviam passado pelo Mar Vermelho tinha uma serviço de adoração sido tão bem assistido.
Certamente, uns poucos "durões encrostados da velha escola" (como seriam chamados hoje) reclamaram que a música não pertencia num serviço onde Deus era adorado; eles diziam que a música era muito parecida com a música das danças usadas no Egito. Eles até disseram que o povo não devia dançar. Este críticos foram considerados como claramente fora de contato - como puros legalistas. Os tempos mudaram, a maioria do povo disse, e os velhos cansados precisam se atualizar. Além disso, dizia a maioria, a atividade ao redor do ídolo não era dança de baile; era a maneira como o povo escolheu expressar sua alegria no Senhor. A maneira como a alegria é expressada é uma coisa cultural, a maioria argumentou; o povo havia vivido toda sua vida no Egito, e no Egito esta é maneira como povo expressava sua alegria. Os críticos exagerados não deveriam ficar tentando colocar todos em seu próprio molde.
Evangelismo! Falando de alegria, você notou o entusiasmo? Nunca havia tido antes tanta participação entusiástica na adoração a Deus. Não perca um outro ponto importante; talvez seja o ponto mais importante de todos. Se você olhar cuidadosamente, notará que os adoradores mais entusiásticos eram a "multidão mista," o mesmo grupo que antes sempre procurava uma desculpa para ficar em suas tendas (ver Patriarcas e Profetas, p. 315). Finalmente Arão havia encontrado uma maneira de persuadi-los a virem à igreja.
Ele havia conseguido! Ele havia encontrado uma nova maneira de fazer evangelismo, uma maneira que funcionava. Moisés, ele pensou, tinha algo a aprender com ele. A grande massa de membros havia claramente votado em favor desta nova forma de celebrar ao Senhor. (Incidentalmente - para trazer esta história quase que de maneira ridícula aos nosso dias - agora não havia necessidade de Arão se preocupar com a próxima eleição; ele sabia que conseguiria! Moisés era quem precisaria se preocupar!)
Em algum lugar aqui nós deveríamos notar, que contrário a antiga versão King James, Arão não ordenou o povo a tirar suas roupas e dançarem nus. A versão NIV traduz o trecho assim: "Moisés [tendo chegado] viu que o povo estava correndo desvairadamente e que Arão havia permitido que eles ficassem fora de controle e se tornassem alvo de zombaria para seus inimigos" (Ex 32:25).
Quando Moisés Chegou. "Correndo desvairadamente." "Fora de controle." "Alvo de zombaria para seus inimigos." Quando Moisés chegou repentinamente nesta cena, ele descreveu a situação até mais rigorosamente. Ele ficou tão enfurecido com o que viu que em frente de todos quebrou as tábuas inscritas que carregava, demonstrando que o povo havia quebrado sua relação especial com Deus. Então disse a Arão exatamente o que pensava sobre todo aquele assunto.
Rapidamente ficou aparente para o irmão mais velho que Moisés não tinha palavras brandas para a sua nova forma de liderança. Quanto à sua racionalização, Deus simplesmente não aceitou.
Andando vigorosamente através da multidão repentinamente emudecida, Moisés colocou um ponto final na celebração ordenando que a imagem fosse derretida. Então fez com que o ouro fosse moído e transformado em pó, misturado com água, e compeliu os Israelitas a beberem esta mistura. Em seguida, convocou todos que não haviam adorado o bezerro de ouro para que ficassem ao seu lado. Após este grupo especial ter sido reunido, ele autorizou-os a saírem pelo acampamento matando todos, até mesmo um parente, que persistisse em defender a nova e pecaminosa forma de adoração.
Arão, orgulhoso e defensivo inicialmente, teria morrido também. Deus estava particularmente descontente com ele (Deut 9:20). Mas ele prontamente arrependeu-se, e Moisés orou em seu favor.
Que Grande Deus Nós Somos Convidados a Adorar! Por favor note que Deus não somente aceitou o arrependimento de Arão, perdoando sua grave ofensa, mas, uns meses mais tarde, escolheu-o para ser alto sacerdote. Aproximadamente um ano depois, quando Corã, Datã e Abirã desafiaram o direito de Arão ao sacerdócio, Deus defendeu este irmão mais velho de Moisés e de forma dramática puniu os rebeldes.
Que Deus paciente, bondoso e complacente nós temos! Não foi até que Arão uniu-se a Moisés em colérica raiva batendo na rocha quase quarenta anos depois, que Deus o puniu publicamente. Mesmo neste momento, ao ver o arrependimento sincero de Arão, Deus assegurou-o completo perdão e um lugar na eterna Terra Prometida. Deus até inspirou o salmista a cantar sobre ele "Arão o santo do Senhor" (Sal 106:16).
Certamente, um Deus como o nosso merece ser adorado das formas que Ele mesmo prefere!
Conclusão sobre Líderes. Enquanto isso, o que podemos concluir sobre líderes? Gostaria de sugerir três aspectos: (1) Líder nunca deveriam pensar que eles estão acima da possibilidade de cometer sérios erros, e quando o cometem, devem arrepender-se rapidamente; (2) Líderes deveriam ser muito cuidadosos para nos guiar de formas que Deus aprova; e (3) Quando líderes de igreja tentam guiar-nos para práticas erradas, nós não devemos seguí-los em pecado.
Epílogo: O Que Seria Se...? O que teria acontecido no Sinai se Arão tivesse permanecido firme na Palavra de Deus e dito ao povo que nunca, em nenhuma circunstância, ele permitiria que um ídolo fosse construído?
Patriarcas e Profetas, p. 323, nós traz a resposta: "Se Arão tivesse tido coragem de permanecer firme ao lado da verdade, independente das conseqüências, ele teria evitado aquela apostasia. Se ele tivesse mantido firme a sua submissão a Deus, se ele tivesse intimado o povo dos perigos do Sinai, e tivesse relembrado o povo de sua solene aliança com Deus de obedecer a Sua lei, o mal haveria sido detido. Mas a sua condescendência com os desejos do povo e calma segurança com a qual ele prosseguiu nos seus planos, encorajou-os a irem mais fundo em pecado do que havia inicialmente em suas mentes."
Chegando tarde demais na cena, Moisés colocou-se ao lado do que é certo independente das conseqüências, e a idolatria foi notavelmente encerrada. Moisés emergiu desta experiência como um verdadeiro defensor da força espiritual. Arão, alas, como um fraco, ainda correndo em segundo lugar.
Notamos com tristeza que Ellen G. White lamenta que "há ainda Arões maleáveis, que, enquanto ocupam posições de autoridade na igreja, irão ceder aos desejos dos sem consagração, assim encorajando-os ao pecado" (Patriarcas e Profetas, p. 317).
Em contraste, ele diz em outro lugar, "Homens são necessários para este tempo que não temam levantar suas vozes pelo que é certo, não importa quem os faça oposição. Eles devem ser de forte integridade e coragem testada. A igreja clama por eles, e Deus irá trabalhar com seus esforços para preservar todos os ramos do ministério evangélico" (Testimonies for the Church, 4:270).

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

CONSIDERAÇÕES REFERENTE CONSCIÊNCIA COMO FONTE DO DIREITO


O direito surge como instrumento de controle social. A população ao iniciar sua vida em grupos necessitava de normas para conseguirem manter-se unidas. Assim, instituíram normas que passam a vigorar para todos os membros daquela sociedade. Elegeram um representante e esse detinha o poder de decidir qual era o direito mais justo para a situação. Independente do uso da força delegada como meio de repressão pela igreja, o direito se forma justo a partir da consciência individual. Ou seja, cada um sabe o que é certo e o que é errado. Ir contra essas normas significa ir contra o coletivo e é passiva de sanções. Algumas atitudes, pelo menos no âmbito ideológico denomina-se “desobediência civil”. Que nas palavras de Ost (p. 173):
Nas sociedades (mais ou menos) democráticas, é ao se apoiarem nesses princípios fundadores que os “desobedientes civis” entendem denunciar uma lei, um julgamento, uma polititca administrativa ou policial que, no seu modo de ver, deles se afasta; trata-se de “um ato público não violento”, explica J. Rawls, “decidido em consciência, mas político, contrario à lei e efetuado na maioria das vezes para levar a uma mudança na lei ou na política do governo”.

A Desobediência Civil é utilizada ao longo da história inúmeras vezes para justificar uma contrariedade a uma norma jurídica ou forma de governo por eles tida como injusta. Martin Luther King apud Ost, afirma que “Sustento que todo aquele que infringe uma lei porque sua consciência a considera injusta, e aceita voluntariamente uma pena de prisão a fim de despertar a consciência social contra essa injustiça, demonstram, em realidade um respeito superior pelo direito” (p. 176).
Um exemplo clássico de desobediência civil, utilizada na literatura jurídica é o caso de Antígona e Creonte. “Ao escrever essa peça, Sófocles forjava um alfabeto no qual se escrevia desde então, em todas as línguas e em todas as épocas, o conflito entre a consciência individual e a razão de Estado” (p. 178).
Em Antígona, a cena se passa em Tebas. Os dois irmãos morreram em combate mútuo - Eteócles, enterrado com todas as honras, e Polinices, visto como traidor da cidade, é deixado para ser devorado pelos pássaros, sem merecer as pompas fúnebres de um enterro digno. Antígona e Ismene estão cientes do decreto do tio Creonte, que ameaça punir com a morte aquele que desobecer seu decreto, enterrando Polinices. Mesmo assim, Antígona decide enterrá-lo, afrontando Creonte, que é pai de seu noivo Haemon. Flagrada colocando pó sobre o cadáver, prendem-a levam a Creonte, que se vê obrigado a sentenciar sua morte. O cego Tirésias antevê desgraças para Creonte se mantiver sua condenação de Antígona, pois essa desagrada aos deuses. Após alguma relutância, Creonte volta atrás, mas já é tarde demais. Antígona se enforcara, deixando Haemon, seu futuro marido em desespero. Responsabilizando o pai pelo suicídio de Antígona, Haemon tenta matá-lo. Como não consegue, mata-se em seguida. Eurídice, sua mãe e mulher de Creonte, ao saber dos acontecimentos, também se matam. Creonte lamenta sua triste sina.
Antígona é o modelo de resistência ao poder. Essa espécie de resistência é apresentada quando esgotadas todas as outras vias para que a injusta norma seja cessada. Na história que serve de exemplo os protagonistas agem de forma dualística em todo o decorrer das cenas. Há clara oposição entre o direito normativo posto (representado por Creonte) versus o direito subjetivo individual (ideal – representado por Antígona). Nota-se também que há a divisão clara em dois campos semânticos: o homem e a mulher. “ Toda ciência começa por uma recusa; com Antígona , compreende-se que toda a injustiça origina-se por uma denegação – a recusa da injustiça”.
A palavra de Antígona é philia – amor aos seus familiares. E esse amor faz com que vejam em seus familiares um duplo de si mesmo, um desdobramento e multiplicado. O gesto de Antígona tem sua fonte nessa região tenebrosa da fratria original, espaço quase anterior à linguagem dos penares – domínio certamente a-histórico, e pré-político. Com efeito, a philia designa uma humanidade anterior e exterior às experiências separadoras da exogamia e da polis: a racionalidade desse genos é tautológica, suas leis são incondicionais.
O amor nesse episódio é o senso de justiça que circunda a protagonista. Essa justiça é contraria ao direito em vigor, o direito de Creonte. Antígona tem têm a função de estabelecer a justiça dentro da polis e, para isso, têm de infringir as leis estabelecidas pelo rei, trata-se de um dever sagrado dar sepultura aos mortos, infringe a ordem do soberano e realiza os rituais fúnebres a que o irmão tem direito.
A dicotomia entre direito posto e direito ideal é representado por Antígona e Creonte no decorrer da história: Dois mundos se enfrentam, cujos parceiros, por não se reconhecerem mutuamente, nem sequer parcialmente, só podem se excluir até a condenação recíproca e a morte. O confronto de Antígona e de Creonte cristalizava as oposições antropológicas mais fundamentais: as clivagens jovem/velho, homem/mulher, individuo/sociedade, morto vivo, deuses/homens. Tudo opõe esses protagonistas, cada um falando e agindo apenas em nome da metade do mundo que representam (p. 199).
O direito ideal é aquele invocado por Antígona no momento em que se opõe a Creonte. Por sua rebelião, o desobediente civil invoca, de fato, os princípios fundadores da cidade, demonstrando assim uma paradoxal desobediência à lei dentro do quadro da lei.
Desobediência civil possui várias características importantes: é uma transgressão de uma regra de direito positivo; ao contrario da desobediência criminal, a desobediência civil se inscreve no espaço público, no duplo sentido de traduzir-se em atos públicos e de apelar à consciência pública; a desobediência civil procede na maioria das vezes das resoluções de um grupo e de uma minoria atuante; também, é essencialmente pacífica, não apelando a violência, armas, e sim a consciência adormecida da maioria; o desobediente assume o risco das sanções; seu objetivo é a revogação da norma contestada. E a ultima característica da desobediência civil é a apelação a normas superiores, que são como o espírito das leis supostamente comungado pelos membros de uma comunidade política.
Concluindo, a consciência é um elemento importante na formação do direito. Visto que ela conduz os cidadãos a normatização social de forma mais justa. Um cidadão que imagina estar sendo injustiçado acaba por manifestar suas idéias. Da mesma forma, acontece com Antígona que ao ver seu irmão ao céu aberto para que seja devorado pelos pássaros, recorre de todas as formas possíveis para que se revogue a norma dada por Creonte. Não obtendo nenhum sucesso nas suas petições, ela decide invocar normas superiores aos humanos.
Mas o que deve se ressaltar nesse episódio, não é o fato de estar diante de normas superiores. Mas sim, o fato de uma mulher se levantar contra uma autoridade, e no caso Creonte era a maior autoridade existente naquela época no seu território, para que se enterre seu irmão. A simples oposição de Antígona e sua insatisfação ante Creonte, o caracteriza como Desobediência Civil.
O que leva uma pessoa a ser desobediente civil, é o fato de existir em sua consciência a noção de justiça e de superioridade de leis divinas sobre as normas sociais. Direito positivo nesse caso é confrontado com um direito superior e anterior, fundador de todas as normas: o direito ideal.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
OST, François. Contar a lei – As fontes do imaginário jurídico. Trad. Paulo Neves. Ed. Unisinos. s/d.